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Sete Rádios por Jefferson Kielwagen (Joinville, SC)







Por meio de uma intervenção sonora com rádios portáteis no Cemitério Municipal de Criciúma, Jefferson Kielwagen cria uma alegoria do mundo espiritual segundo as tradições do Catolicismo, do Espiritismo e da Umbanda. As ondas de rádio, como fantasmas, são invisíveis e atravessam nossos corpos. A sobreposição de frequências, no cruzeiro das almas do cemitério, corresponde à mistura dos murmúrios dos vivos e dos mortos. 


Quando: 01/10 (Quarta-feira) a partir das 18h

Onde: Cemitério Municipal (bairro São Luiz)

Confira a programação completa aqui.


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Jefferson Kielwagen (1979), natural de Joinville/SC, é artista com formação em Escultura, Teoria e História da Arte e Desenho Industrial. Principais exposições: Kielwahl, Michigan Institute for Contemporary Art, Lansing/EUA, 2014. Master of Fine Arts, Eli and Edythe Broad Art Museum, East Lansing/EUA, 2014. 3a Bienal do Gueto, Porto Príncipe/Haiti, 2013. Semana de Ocupação Urbana, Criciúma/SC, 2013. Radius Experimental Radio, Chicago/EUA, 2013. Sculptures in the Park, Wentworth Park, Lansing/EUA, 2013. Uncensored, Leslie-Lohman Museum, New York/EUA, 2012. 40 Anos da Coletiva de Artistas de Joinville, MAJ, 2012. Tudo que é vivo incomoda, SESC Joinville, 2010. 39ª Coletiva de Artistas de Joinville, MAJ, 2010. Suitcase, ARC Gallery, Chicago/EUA, 2009. 38ª Coletiva de Artistas de Joinville, MAJ, 2009.11º Salão de Artes de Itajaí, 2008. MultipliCIDADE, Vitória/ES, 2007.

TRANSGENERISMO VIRTUAL por Jefferson Kielwagen




Trazendo relações diretas da panfletagem com a extensão virtual dos corpos dos habitantes da cidade, Jefferson Kielwagen propõe uma reflexão: Em tempos de Laerte e Teresa Brant, discussões sobre identidade e gênero estão em pauta. As redes sociais exploram os modelos tradicionais de identidade de gênero para oferecer serviços de publicidade dirigida a nichos – uma prática que não ajuda a descontruir os papéis de gênero tradicionais, pelo contrário, sob a influência onipresente das redes sociais, esses papéis parecem mais imutáveis do que nunca. Transgenerismo Virtual é um contraponto poético e politico a essa situação.

Essa proposta é a versão brasileira de Virtual Transgenderism, um projeto iniciado em 2012 e que tem como meio principal as interações e notificações do Facebook. Uma página do Facebook foi criada (facebook.com/VirtualTrans) para divulgar tutoriais, em idiomas diversos, incentivando e ensinando os usuários a alterar o “sexo” de seus perfis para o oposto. Ao efetuar a mudança de sexo virtual, o usuário impacta todos os seus contatos porque as notificações de suas atividades passam a ser exibidas com pronomes do sexo oposto (por exemplo, “Jefferson postou uma foto no mural DELA”). Isso gera um estranhamento que inicia conversas, interações e sugestões de uma normatividade de gênero nas redes sociais. Ao mesmo tempo, a mudança expõe o “truque” do Facebook: ao alterar-se as informações pessoais no perfil, o usuário passa a receber anúncios de produtos diferentes. 

Para a SOU, o projeto é apresentado como uma espécie de campanha, apropriando-se da forma das campanhas políticas, das campanhas publicitárias, e do proselitismo religioso, onde artistas convidados realizam a panfletagem desse tutorial produzido pelo artista. 

Onde: Praça Nereu Ramos.

Quando: Quarta-feira, 11/12, a partir das 19h

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Jefferson Kielwagen (Joinville, 1979) é artista, curador e professor. Estudou design e história da arte, expôs, publicou, e produziu exposições de intervenção urbana e performance. Radicado em Michigan/EUA desde 2011, divide seu tempo entre produção artística, curadoria e educação. 
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