Hoje é dia de conhecer as seis propostas selecionadas para a 2ª Semana de Ocupação Urbana:
Nesta ano recebemos ao todo 16 propostas. Foram analisadas num primeiro momento a viabilidade de sua execução e selecionadas num segundo momento as propostas cuja justificativa se adequasse aos objetivos da Semana de Ocupação Urbana de acordo com os aspectos estabelecidos no edital:
- Propostas site specific, performances, instalações, ações efêmeras.
- Soluções que propiciem a participação do transeunte, buscando interatividade.
- Trabalhos que tratem a precariedade dos espaços, ativando o uso dos espaços públicos da cidade e/ou tenham abordagem e posicionamento em relação ao lugar de execução.
Em breve divulgaremos a programação completa e mais informações sobre cada proposta.
Agradecemos a participação de todos e parabenizamos aos selecionados!
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SOBRE A SOU
A SEMANA DE OCUPAÇÃO URBANA (SOU) - 2ª edição em 2014 - surgiu como resposta às últimas movimentações sociais e políticas presentes de ocupação das ruas e a emergência dessas práticas no contexto também da arte. Trata-se de um projeto aprovado pelo Edital nº 004/2013 Cultura Criciúma, que regulamenta a concessão de recursos financeiros destinados a incentivar atividades culturais na cidade de Criciúma/SC, de acordo com o que determina a Lei 6.158, de 24/09/2012.
O ultimo capitulo da 1ª edição da Semana de Ocupação Urbana encerrou esse final de semana.
Aprovada no primeiro edital do projeto, a proposta Rua Monstro da artista Deise Pessi foi uma das seis proposta selecionadas e estava prevista para abrir a semana que ocorreu no inicio de dezembro do ano passado.
No projeto inicial a artista realizaria uma intervenção em 10 pontos de paradas de ônibus, ao longo da rodovia Luiz Rosso. No entanto, a proposta teve que ser adiada devido a burocracia do órgão responsável na liberação das paradas. Fato esse que só veio a se concretizar mês passado.
Do projeto inicial, houveram algumas alterações devido a essas questões burocráticas e a liberação de apenas duas paradas, mas no entanto, finalmente e felizmente nesse ultimo final de semana, duas paradas viraram monstrinhos, sendo apelidadas carinhosamente de Bunga e Tunga.
Abaixo segue fotos do projeto:
Lembrando que a 2ª Semana de Ocupação Urbana está prevista para acontecer final de setembro.
E em breve estaremos divulgando os artistas selecionados.
Propostas selecionadas para a Semana de Ocupação Urbana:
TRANSGENERISMO VIRTUAL, por Jefferson Kielwagen (EAST LANSING / EUA)
Rua Monstro por Deise Pessi (Criciúma/SC)
RELAXART por A. Neumaier (Cocal do Sul/SC)
Leve por Luana Conti (Criciúma/SC)
Você acha que engana a morte? por Sossiedade Urbana (Criciúma/SC)
ca-FÉ por Frank Raupp (Criciúma/SC)
Recebemos ao todo 16 propostas. Foram analisadas num primeiro momento a viabilidade de sua execução e selecionadas num segundo momento as propostas cuja justificativa se adequasse aos objetivos da Semana de Ocupação Urbana de acordo com os aspectos estabelecidos no edital:
- Propostas site specific, performances, instalações, ações efêmeras.
- Soluções que propiciem a participação do transeunte, buscando interatividade.
- Trabalhos que tratem a precariedade dos espaços, ativando o uso dos espaços públicos da cidade e/ou tenham abordagem e posicionamento em relação ao lugar de execução.
Em breve divulgaremos a programação completa e mais informações sobre cada proposta.
Agradecemos a participação de todos e parabéns aos selecionados!
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SOBRE O SOU
A SEMANA DE OCUPAÇÃO URBANA (SOU) surgiu como resposta às últimas movimentações sociais e políticas presentes de ocupação das ruas e a emergência dessas práticas no contexto também da arte e é um projeto aprovado em agosto pelo Edital nº 003/2013 Cultura Criciúma, que regulamenta a concessão de recursos financeiros destinados a incentivar atividades culturais na cidade de Criciúma/SC, de acordo com o que determina a Lei 6.158, de 24/09/2012.
Alô alô gente bonita!
Com muita alegria comunicamos que um dos projetos que inscrevemos no Edital
003/2013 CULTURA CRICIÚMA foi SELECIONADO!
Nosso Projeto prevê a realização
da "Semana de Ocupação Urbana" que pretende executar 6
propostas artísticas de artistas iniciantes, que dinamizem e qualifiquem a
ocupação dos espaços públicos da cidade de Criciúma, e possibilite aos
habitantes novas formas de interação e fruição artístico-cultural.
Em breve iremos disponibilizar
mais informações! Aguardem o Edital da Semana de Ocupação Urbana para
inscrever suas propostas!! :)
Sobre o Edital 003/2013 CULTURA
CRICIÚMA: O edital regulamenta a concessão de recursos financeiros
destinada a incentivar atividades culturais na cidade de Criciúma/SC, de acordo
com o que determina a Lei 6.158, de 24/09/2012.
Esse ano além de Bienal do Mercosul, tem a Bienal Internacional de Curitiba que
completa 20 anos em 2013. Nesta edição eles estão priorizando a arte que vai para as ruas, com
ações que não se restringem aos museus e galerias de arte, mas que
ganham o espaço urbano. Sob curadoria geral dos críticos de arte
Teixeira Coelho (MASP) e Ticio Escobar (Bienal de Valência), a Bienal acontece na capital paranaense entre os dias 31 de agosto e 1º de dezembro com obras de artistas dos cinco continentes em mais de 100 espaços da cidade.
Ai Wei Wei
Dentre os artistas, figuram os nomes Ai Weiwei (China), Ann-Sofi Sidén
(Suécia), Antoni Abad (Holanda), Luis Felipe Noé (Argentina), Katharina
Grosse (Alemanha), Martine Viale (Canadá), Peter Kubelka (Áustria),
Regina Silveira (Brasil) e William Kentridge (África do Sul).
“O único critério para a seleção das
obras é o da qualidade e pertinência: elas devem impor-se pela
qualidade e serem capazes de apontar para algumas das inúmeras questões
da arte contemporânea”, dizem os curadores gerais ao explicar por que
optaram por deixar de lado a prática de se escolher um tema e um título
para as bienais."
Nesta edição, a arte urbana e as performances artísticas ganham
atenção especial, pois, além de estarem cada vez mais fortes e
presentes no cenário internacional, oferecem um contato direto e
imediato com a comunidade. Não fosse o bastante, as obras de rua ainda
ajudam a cumprir o papel de deixar heranças mais duradouras, ampliando
sua ação para além do período de exposições. Literatura e web arte
recebem também grande espaço no evento.
Angelo Luz
“A Bienal é uma excelente oportunidade
para se ter contato com o que há de mais contemporâneo no mundo da arte.
Ao observar as obras, acompanhar as performances, visitar um museu, é
possível cruzar fronteiras geográficas e expandir o repertório cultural.
Este ano, a Bienal envolverá toda a cidade, provocando as pessoas de um jeito diferente”, afirma o diretor-geral da Bienal, Luiz Ernesto Meyer Pereira.
Além disso acontecerão os chamados CIRCUITOS, que são um festival de cinema da Bienal e um Circuito de galerias com programação especial nas galerias da cidade.
Os roteiros poderão ser feitos a pé de Bicicleta ou Van,(esta ultima desde que seja agendado a visita antes.), havera também um guia de bolso com mapa de onde estão as obras. .
A arte urbana sempre vem para desestabilizar o que é tido como real imutavel, e despertar o olhar sobre o banal, o não visto. E não é que temos mais um caso em que isso tornou proporções interessantes. (pra quem gosta de uma polêmica )
Pois então, em uma torre de observação na orla da praia de Santos (SP) sete artistas se juntaram pra graffitar o muro. Até que representantes de uma igreja evangélica protestaram, afirmando que esse trabalho (mais especificamente a coruja) servia como a divulgação de uma seita dos estados unidos. Segundo o pastor da igreja Bola de Neve essa coruja seria o simbolo Bohemian Grove, uma seita que hospeda anualmente alguns dos homens mais
poderosos do mundo, entre eles ex-presidentes dos Estados Unidos,
artistas e políticos. O pastor acredita que, por o governo da cidade ser
laico, o símbolo deveria ser exposto apenas em ambientes privados.
O pastor ainda diz "O que questiono é se houve a permissão para o grupo colocar o símbolo. O
artista que desenhou a coruja já havia feito esse mesmo símbolo em
outro local e colocado o nome da seita. Se ele desenhou a figura, eu
posso escrever o logo da Bola de Neve no local também. Ou um símbolo de
estrela, que representa o judaísmo. Ou até uma lua, do islamismo. Se
fazemos apologia para uma seita, também podemos fazer para todas as
outras seitas e religiões",
Ainda segundo o site de noticias G1, um dos responsáveis pela arte no muro, Leandro Shesko, acredita que a
igreja está querendo censurar o trabalho dos artistas. "Eles estão
dizendo que estamos usando o símbolo de uma seita satânica. Não nos
inspiramos no símbolo da seita. Eu já fiz um outro trabalho, onde
interagi com a arte de um companheiro e completei o desenho de coruja de
outro artista. Nisso, acabei fazendo alusão ao Bohemian Grove porque vi
na internet e achei importante que os interessados se informem a
respeito. Quando fiz o primeiro desenho não quis fazer propaganda.
Apenas trouxe, por meio da arte de rua, um assunto exposto massivamente.
Acho que isso tudo é um pouco de fanatismo".
Caveira foi retirada de muro em Santos após polêmica
envolvendo igreja e artistas
A polêmica acabou se espalhando pelas redes sociais. Centenas de
pessoas se reuniram em uma página para comentar o pedido do pastor, que
quer a remoção da figura, e a atitude dos artistas, mostrando opiniões
divididas. Segundo o pastor, várias pessoas entraram na página pessoal
dele fazendo graves ameaças. "Estou andando escoltado. A minha
integridade física foi colocada em risco. Recebi várias ameaças covardes
pela internet. Chegaram a falar até que invadiriam a igreja. Virou uma
situação de guerra, de gangue. A minha intenção foi sempre pacificar.
Esses rapazes já frequentaram a igreja e não são meus inimigos",
comenta.
Segundo Leandro Shesko, o projeto foi aprovado por todos os
responsáveis e por todas as secretarias da prefeitura relacionadas ao
assunto. "Já estávamos com problemas com a igreja antes de iniciar o
projeto. Havíamos desenhado uma caveira, mas a prefeitura pediu para
apagarmos e resolvemos fazer algo com teor menos negativo. Resolvemos
apagar antes das reclamações chegarem", explica.
Em nota, a Prefeitura afirma que a imagem da coruja foi escolhida para
compor o painel pintado na torre por ser considerada símbolo da
sabedoria e uma das poucas aves que distinguem, a cor azul, que é a do
mar. A Prefeitura de Santos assegura que a coruja não será removida do
local.
O que é o Bohemian Grove?
Localizado na Califórnia, o Bohemian Grove é um acampamento pertencente
a um clube privado de homens. Os "sócios" do Bohemian são recrutados
principalmente da elite política, econômica, artística e da mídia dos
Estados Unidos. Desde a fundação da seita, o mascote é uma coruja,
símbolo do conhecimento. Os ex-presidentes americanos Richard Nixon e
Ronald Reagan são alguns dos mais famosos membros que participaram das
reuniões secretas da seita.
A utilização de simbolos religiosos é sempre algo muito polêmico e eu
acho pessoalmente que falta informação pra tomar uma opinião, mas fica
aqui os questionamentos. Afinal não faz muito tempo que em criciúma
vimos cartazes do artista Joelson Bugila (se você não sabe, não
lembra, não estava aqui, dormiu confira AQUI uma retrospectiva da
polêmica) , que inclusive gerou a pesquisa da nossa colega de
LaborativoVanessa Biff, onde cartazes com conotação homoafetiva numa
exposição que fala sobre "medos" trouxeram novos questionamentos a
cidade.
Uma das imagens dos cartazes de Joelson que ganhou o concurso "homofobia fora de moda" da Casa de Criadores
E você o que acha ? Que religião naõ deveria ser misturada no assunto ? Qual o limite da intenção do artista o do que a obra pode dizer? Acha que a obra deveria ser retirada? que deveriam se colocar todos os simbolos religiosos possiveis para equilibrar? que é bobagem? que tem tanta gente passando fome pra se interessar por isso ? Não acha nada? nem leu até aqui ?
Em 2003, o famoso grafiteiro Banksy, amadinho pela galera e um dos grandes nomes quando se fala de intervenção urbana, usou como suporte de sua obra, animais vivos, resultando na exposição Turf War, exposição que incluiu porcos, ovelhas, vacas.....devidamente tosados e pintados.
Foto da exposição Turf War de Bansky em Londres, 2003.
Apesar das condições serem adequadas e aprovadas pela RSPCA (Sociedade Real para Prevenção da Crueldade contra os Animais), obviamente a exposição causou inúmeros protestos de ativistas, ongs e todos os defensores de plantão, sendo fechada por “razões legais”. No entanto o grande show acabou sendo importante para sua consagração, pois foi uma ação que atraiu multidões.
Estratégia de marketing ou não? Quais os limites da arte?
Na verdade, essa ação era uma crítica ao Brandalism, o fenômeno em que as marcas invadem áreas que não deviam fazer parte, como livrarias, construções públicas, escolas e sufocam a população a colocação de logomarcas sem a devida autorização.
Em contraponto a isso, temos a conhecidinha Cow Parade, que se intitula como sendo o maior evento do mundo de arte pública [1].
Será? Tenho minhas objeções! Vamos ao nascimento....
O conceito da "Cow Parade" tem suas origens na Suiça pelo diretor artístico Walter Knapp. Em 1998, ele pediu ao filho Pascal, artista plástico, que desenvolvesse um molde na forma de vaca que pudesse ser reproduzido e pintado de diferentes maneiras.
Mais porque uma vaca? Veja bem, a vaca é um dos símbolos do país, que é conhecido no mundo todo por seus chocolates. hmmm
Enfim.... essas vacas seriam distribuídas para os artistas locais usarem e abusarem de sua criatividade pintando da forma que desejassem e que fariam parte da exposição tradicional "Ahoyland" em Zurique, Suíça.
Opa, mas isso é a Cow Parede!
Exatamente! A idéia acabaria arrematada por um empresário americano, Peter Hanig, de passagem pela cidade, que levou o rebanho para Chicago (sede da primeira Cow Parade) em 1999.
Desde então, as vaquinhas estiveram circulando em inúmeras cidades nos cinco continentes.
Toni Machado. Soja e MUUUito mais, 2010.
Av. Paulista, São Paulo (SP)
No entanto, a Cow Parade tem se tornado alvo de críticos que a acusam de ser apenas uma estratégia de marketing disfarçada de arte e questionam a liberdade de expressão no evento, sendo uma pobre desculpa para a arte pública, concebida mais como uma atração turística do que como uma experiência estética.
A Cow Parade também recebeu críticas por seus padrões de seleção, pois geralmente política, sexo e religião são temas vetados na exposição.
Vaca censurada de David Lynch, 2000.
Em 2000, na edição nova-iorquina, o projeto do cineasta David Lynch foi censurado pelos organizadores
A vaca de Lynch é decapitada, sua cabeça sangrenta descartada dentro do corpo da própria vaca, que é rasgada. Garfos e facas ficar em seus flancos, rasgando a carne de vaca. Através de seus lados a frase "coma meu medo" é escrita.
Engraçado perceber, mas em comparação com as vaquinha que ultimamente se vê, talvez de todas as vacas, a vaca de Lynch seria a unica a fazer referência ao uso primário do gado nos Estados Unidos: gêneros alimenticios.
Na minha opinião o melhor.... Em 2004, um grupo intitulado Grafiteiros Militantes de Estocolmo seqüestrou uma das vacas expostas na capital sueca, como protesto contra vacas publicitárias carregando anúncios, e ameaçou "sacrificá-la" a não ser que as esculturas fossem declaradas pela organização do evento como "não-arte".
Para atrair a atenção da mídia, eles divulgaram um video, que me lembra muito aqueles terroristas da Al-Qaeda, em que dois encapuzados posavam com serras na mão ao lado da vítima indefesa.
"Exigimos que as vacas sejam declaradas não-arte. Caso contrário, o refém será sacrificado", avisou uma voz no vídeo. O grupo deu aos organizadores um prazo até dia 23 às 12h para concordar com a exigência.
O desfecho foi trágico: a pobre vaca virou picadinho. :(
Aqui no Brasil não foi muito diferente... Algumas das vacas também eram apenas propaganda com valor artístico questionável, o que ocasionou alguns movimento anti-Cow Parade.
Eduardo Srur. Touro Bandido, 2010. Av. Paulista, São Paulo (SP)
Em 2010, o artista Eduardo Srur rouba a cena da Cow parade, realizando uma intervenção em que o "Touro bandido", conhecido por seu instinto indomável e pela participação na novela América, foi colocado em posição de acasalamento com duas vacas da exposição, em São Paulo.
A intervenção viria a questionar essa arte internacional, pois Srur não vê relação entre a vaca e a cidade de São Paulo. Com as réplicas do touro, ele tenta resgatar o imaginário nacional com o animal que se tornou lenda nacional. E continua alfinetando: “A CowParade é obra de refexão artística ou um trabalho de marketing muito exposto no resultado final?”
Eduardo Srur. Touro Bandido, 2010. Av. Brigadeiro Faria Lima, São Paulo (SP)
“A vaca ficou estéril de reflexão simbólica e vem o touro e cria uma inseminação artística. Não vejo nenhuma relação entre a vaca, símbolo de outro país, e a história de nossa cidade. [...] O touro, sim, traz questionamentos: basta colocar um objeto na rua para ser arte pública? Não será preciso gerar algo mais para o espectador participar daquilo que vê? Um projeto de arte pública ou arte no espaço público deve trazer questões originais, relacionar-se com o espaço ocupado.” diz Srur em entrevista. [2]
E continua "se o Touro Bandido não tivesse um BO, não seria bandido [risos] e não iria acontecer essa discussão sobre os limites e a fronteira da arte no espaço público”. [2]
Aqui, o touro foi retirado pela organização do evento, com boletim de ocorrência registrando ato obsceno, difamação e danos materiais.
Alexandre Fernandes. Massa Muscular, 2007
Rua Sete de Setembro, Rio de Janeiro (RJ)
Considerado por seus organizadores um dos maiores eventos "contemporâneos de arte de rua do mundo", cria polêmica entre especialistas que trabalham com o conceito arte urbana.
Como coloca Nelson Brissac, organizador desde 1994 do Arte/Cidade, projeto de intervenções urbanas [3]: "Um objeto decorativo em um espaço público não significa que seja arte. Isto está mais próximo de um produto de entretenimento. Mas não tem consistência artística, muito menos urbana. É um formato limitador".
Esse processo é repetitivo do próprio sistema de arte. O artista não tem mais como ser agressor da sociedade ou do sistema de arte. Tudo acaba sendo consumido, englobado", disse Leirner [3]. "Acho que para o público será interessante, mas para a cidade é apenas mais poluição visual."
O que eu concluo com tudo isso?
Bom, de um lado temos Banksy, interventor urbano, que marcou toda uma geração ligada ao ativismo político, tendo visão crítica de temas contemporâneos, fazendo obras carregadas de conteúdos sociais, comportamentais e políticos de forma agressiva e muitas vezes sarcástica. Ele não vende seus trabalhos diretamente, no entanto, sabe-se que leiloeiros de arte tentaram vender alguns de seus graffitis nos locais em que foram feitos e deixaram o problema de como remover o desenho nas mãos dos compradores.
Nelise Cardoso. Originals, 2007
Rua Garcia D’Ávila, 130, Rio de Janeiro (RJ)
Do outro temos a Cow Parade criada jutamente para dar frutos, como a mesma se intitula “um dos únicos projetos que envolvem a comunidade por inteiro: empresas, artistas locais, terceiro setor e o público” [1] uma forma muito divertida de expressar a arte de rua e que abre inúmeras possibilidades para marcas de diversos segmentos, (que segmentos? Publicidade, marketing?) além de promover a democratização da cultura (mas a que preço?).
De fato, a sacada dos Knapp, se tornou um empreendimento multimilionário. A Cow Parade foi considerada pelo Advertising Age, uma das principais publicações internacionais de propaganda, como uma das 10 melhores idéias de marketing do ano em 2001. E aqui vai o questionamento: São obras de arte? Ou apenas é uma nova maneira de vender? São produtos facilmente consumíveis? É uma mercadoria onde o patrocinador expõe sua marca?
O que eu vejo é que há uma banalização, um esgotamento na linguagem, com a curadoria questionada. Faço minhas a crítica de Srur, que coloca, "qualquer um que pintasse uma vaca se torna artista, o patrocinador é quem define o local a ser exposto e o que pode ou não ser pintado no objeto”.
Isso pode se vangloriar como arte pública? Arte democrática? E você o que pensa sobre isso?