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31ª Bienal de São Paulo - O que vem por ai?



Depois de meses com noticias escassas sobre a 31ª Bienal de São Paulo da qual falamos AQUI.


Temos algumas noticias!
Primeiro, PARA TUDO, e vem ver o video que saiu na "TV Folha"


Nós já estamos achando genial só pelo video, espera que tem mais:


Esta bienal que tem como conceito “como falar de coisas que não existem”. Traz diferos artistas internacionais e além disso artistas nacionais fora do eixo comercial ( o que acreditamos ser de fundamental importância pra uma ampliação no cenário das artes)

Falando mais tecnicamente:

A parte expositiva da 31ª Bienal conterá mais de 70 projetos, cerca de 100 participantes e 250 trabalhos. E é usado  a palavra  “projeto” para se criar uma separação da idéia tradicional de uma obra autônoma realizada no ateliê por um artista, segundo a própria Bienal.
Segundo o release de imprensa , a Bienal não irá priorizar nem exibir manifestações da arte moderna brasileira como de costume de se homenagear um artista em uma sala especial, (vivaaa!):

“Os critérios estéticos do modernismo e seu esforço rumo ao progresso não são salientes na 31a Bienal. Enquanto alguns projetos se referenciarão ao período, na maioria dos casos o moderno não é mais força motora para a pesquisa e trabalho dos artistas.”


Confira os artistas que já estão trabalhando em projetos para a Bienal


Agnieszka Piksa
Ana Lira
Anna Boghiguian
Armando Queiroz
Arthur Scovino
Asger Jorn
Bik Van der Pol
Bruno Pacheco
Clara Ianni e Débora Maria de Silva
Contrafilé com Sandi Hilal e Alessandro Petti
Danica Dakić
Éder Oliveira
Edward Krasinski
El Hadji Sy
Graziela Kunsch e Lilian Kelian
Halil Altindere
Imogen Stidworthy
Ines Doujak e John Barker
Jo Baer
Johanna Calle
Juan Carlos Romero
Juan Downey
Juan Pérez Agirregoikoa
Leigh Orpaz
MAPA Teatro
Marta Neves
Mujeres Creando
Museo Travesti del Perú
Nilbar Güreş
Nurit Sharett
Pedro G. Romero
Prabhakar Pachpute
Romy Pocztaruk
Ruane Abou-Rahme e Basel Abbas
Sheela Gowda
Tamar Guimarães e Kasper Akhøj
Thiago Martins de Melo
Tony Chakar
Val del Omar
Vivian Suter
Virgínia de Medeiros
Voluspa Jarpa
Walid Raad
Wilhelm Sasnal
Yael Bartana
Yochai Avrahami
Yuri Firmeza

Lembrando

A 31ª Bienal de São Paulo inaugura no dia 6 de setembro de 2014,  essa edição da Bienal busca sublinhar a capacidade da arte para ativar-se em relação a diferentes pessoas e contextos, bem como a sua capacidade de interagir e intervir de forma diferenciada, efetiva ou polêmica,dentro de uma determinada situação.

Para mais informações, acompanhe os relatos de artistas (que já estão produzindo projetos) e dos projetos paralelos como os encontros sobre arte no site da Bienal de São Paulo : Aqui

A 31ª BIENAL COMO JORNADA



Tá chegando gente!!
A 31ª Bienal de São Paulo esta com várias novidades no site : Aqui
A primeira novidade é que no titulo no banner no site temos :
A bienal não tem tema, mas tem uma frase que a define e se redefine, pois ao decorrer da mostra o verbo será trocado regularmente:
  • Como falar de coisas que não existem
  • Como viver com coisas que não existem
  • Como usar coisas que não existem
  • Como aprender de coisas que não existem
  • Como lutar contra coisas que não existem
Além do site estar trazendo varias noticias sobre os cursos de formação e as discussões de reuniões de professores, que tem temas super relevantes como : A complexidade do contemporâneo e  Quando vira arte?

Outra novidade que é o titulo desta postagem também é que na coletiva de imprensa de hoje foi falado mais sobre a mostra
Esta mostra foi pensada como uma Jornada, que obviamente so terminará apos o fim da mostra (e até depois porque o tema pode ecoar infinitamente).
De acordo com a coletiva 
 "Haverá muitas oportunidades para se entender a natureza das jornadas, conformadas por densidades de diferentes obras de arte que resultam em um itinerário em torno de uma ideia comum. Haverá conflitos, descobertas e transformações ao longo de projetos desenvolvidos pelos participantes, às vezes em colaboração com outros."
O interessante também é que os projetos convidados estão para pensar a ambiguidade da sociedade e "sugerir maneiras pelas quais poderiamos falar sobre ela, lutar contra ela ou usa-la para ajudar a moldar nosso futuro" porque este medo e esperança de possibilidades sociais novas e mudança no sistema global é algo que permeia o pensamento humano.

Esta Jornada começa três direções muito distintas:
  • O  mergulho na história da Bienal de São Paulo e do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, onde a exposição tem sido sediada desde 1957.
  • Viajar pelo Brasil e pela presente situação de seu cenário artístico, cultural e político, considerando-o em relação intensa com um contexto latinoamericano mais amplo. 
  • Envolvimento em um diálogo e intercâmbio com as equipes permanentes da Bienal, seus apoiadores e o mundo mais amplo à nossa volta. 
Quatro ideias que se tornaram cruciais trabalho da mostra: imaginação, transformação, coletividade e conflito

Uma das formas que estas jornadas são pensadas é definida como -trans que de acordo com o texto :"A arte também pode ser uma força destruidora. Ela pode responder pela aparência e comportamento das pessoas e do mundo em sentidos que são negativos ou provocadores. A arte pode criar situações em que o desaprovado é reconhecido e valorizado. É a esta condição que chamamos trans-, abordando transgressão, transcendência, transgênero, trânsito, transsexualidade, transformação, transporte, transmissão, transtorno, entre outros. Esse atravessamento de fronteiras (uma travessia que também pode ser parte de uma jornada) pode ocorrer por mudança (de gênero) corporal literal ou estados mentais diferentes (sistemas de crença): algumas vezes, ou mesmo muitas, ocorrem juntos. "


Educação

Um dos efeitos das coisas trans- é que não é mais possível retornar ao original ou, dito de outra forma, não é possível colocar a tinta de volta no tubo depois que ela saiu. Trans- implica uma mudança de estado, tais como a que ocorre em contatos educacionais bem-sucedidos.

Para ver o texto completo: Aqui

E falando nisso o material pedagógico também é a outra novidade. Ele além de já estar sendo disponível nos cursos e provavelmente poder ser recebido pessoalmente durante a mostra, está disponivel em PDF.
E sobre o material Concebido como uma "Caixa de Ferramentas" 
  • Dez cartazes que apresentam artistas ou coletivos que participam da 31ª bienal (com textos que abordam suas respectivas trajetórias e contextos de atuação)
  •  40 “pistas educativas”, propostas para ações em grupo dispostas como ferramentas e divididas em quatro grandes lentes conceituais: coletividade, conflito, imaginação e transformação.
Coletividade e pluralidade são as questões chaves das discussões propostas pelo Material Educativo, que pretende contribuir para ampliar o olhar e enfatizar que qualquer mudança efetiva (cultural, social, política) precisa ser coletiva para que ocorra.

As pistas educativas são sugestões de ações práticas que podem ser incluídas no planejamento de aulas e encontros ou inspirar novas proposições. (E são super interessantes mesmo).

O material pode ser baixado nos links:
Para ver o texto completo sobre o material pedagogico: Aqui

Com abertura marcada para o dia 6 de setembro de 2014,  essa edição da Bienal busca sublinhar a capacidade da arte para ativar-se em relação a diferentes pessoas e contextos, bem como a sua capacidade de interagir e intervir de forma diferenciada, efetiva ou polêmica, dentro de uma determinada situação.

E nos estamos ansiosos e animados!

VAZOU!!!! SUPOSTO CURADOR DA 31ª BIENAL DE SP



A gente sabe que esse ano o foco é Bienal do Mercosul, mas..........

Notícias da 31º Bienal de SP já começam a surgir na mídia.
Saiu na Folha de S.Paulo o possível curador da 31ª Bienal de SP: Charles Esche.
Seu nome ainda será anunciado pelo novo presidente da instituição, Luis Terepins, na próxima semana, com a presença de Esche, em São Paulo.

Simpático né?


 O mais legal disso: Charles Esche é conhecido por dedicar-se a questões políticas na arte, e também por seus projetos ousados.

 Ou seja, teremos uma bienal bem diferente da ultima, já que projetos do curador apontam que, em 2014, o prédio da Bienal pode vir a ter uma ocupação menos comportada que na edição anterior.

 Mais info na fonte: Folha de S.Paulo

TOP 10 30ºBIENALSP





Como falta exatamente um mês para encerrar a bienal, nada melhor que finalizar este Especial com o TOP 10 dos artistas que gostamos, e que fica de recomendação para quem ainda não foi visitar.

Para isso selecionamos 10 artistas e uma/duas de suas obras - lembrando que há mais obras de um mesmo artista na bienal - e para cada um elencamos tais perguntinhas para divagação a respeito:

O que vemos?
Uma descrição breve de um primeiro contato com a obra.

Como interpretamos?
Contará o percurso de reflexão sobre a obra numa visão pessoal minha.

O que é?
Trará brevemente a visão do Artista e/ou da obra.

Lembramos que na arte contemporânea, entender a obra não é saber o que o artista quer dizer, isso pouco importa, o que importa é o que ela te fez refletir. Mas enfim.... Preparados? Vamos lá!



Fernando Ortega (1º andar)
Não lembramos o nome da obra :~~


Fernando Ortega. Atalho I, 2010

O que vemos?
Na primeira: Que temos que subir um andaime para ver a obra dele.
Na segunda: uma foto com duas folhas, um grampo e uma formiga.

Como interpretamos?
Na primeira temos que subir o andaime para ver a obra, e era óbvio que esse percurso traria significados, subimos na esperança de ver algo incrível e tal, mas o que tem lá na verdade é apenas uma fotografia (ver lado direito da primeira imagem), nesta foto vemos várias pessoas no alto de uma montanha olhando para baixo, que é exatamente o que as pessoas fazem quando estão lá, a obra me remeteu o sentimento de "o que você veio ver, estava lá embaixo".
Após eu ver a primeira, consegui compreender a segunda obra (Atalho I).  Se analisarmos sob o ponto de vista da formiga, ela está tendo um atalho (como consta no titulo da obra) entre uma folha e outra, porém este atalho foi posto ali, é artificial.  De uma maneira mais simbólica ambas as obras me remeteram a refletir sobre os desvios da vida e sobre os caminhos que traçamos diariamente para chegar nos objetivos. 

O que é?
Conforme o site da bienal o artista permeia por uma dimensão de experiência e do contato no dia a dia acelerado, sua obra busca interrogar os limites entre o real e suas possíveis representações.


Jiri Kovanda (1º andar)

O que vemos?
Um carro e um bolo

Como interpretamos?
Essa obra me fez refletir a questão da tecnologia vs coisas orgânicas/humanas. Um pensamento misto de "o carro fica, o bolo apodrece"

O que é? 
Eu vi no vídeo dele, no canal da bienal, que na verdade ele só quer que percebamos os pequenos objetos mínimos que compõe nosso cotidiano...


 Davi moreno (1º andar)
David Moreno. Silence, 1995.

O que vemos?
Carinhas cinzas chatiadas fumando cones de papel.

Como interpretamos?
Associar o fato de que eles estão todos de olhos fechados ao titulo da obra Silêncio me remeteu a questões de morte, ao o silêncio da morte, ao ~~ nada mais.~~~

O que é?
O artista trabalha com questões sobre a mortalidade do corpo. Na verdade essa obra é composta por fotos de máscaras mortuárias de pensadores com cones de papel saindo de suas bocas. O trabalho quer retratar que mesmo estando mortos, suas ideias permanecem, ou seja, as boas ideias ficam e não podem ser silenciadas. 




 Ferdinand Kriwet  (2º andar)

O que vemos?
Um fundo legal pra tirar foto para o instagram.

Como interpretamos?

Olha, sinceramente essa obra me agradou tão visualmente, que não tentei refletir sobre ela. 

O que é?

Segundo consta no site da bienal o artista é poeta concreto. Saber dessa informação, dá bastante sentido a sua obra. Sua obra pensada muitas vezes em camadas e círculos sem direção,  libertam o leitor de hierarquias textuais e estimulam uma nova experiência de linguagem.


 Hans-Peter Feldmann  (2º andar)
Hans-Peter Feldmann. Rádios de carro quando estão tocando boa música, 2004

Hans-Peter Feldmann. Beds, 2004

O que é?
Uma seleção fotográfica de ~~coisas~~. Fotos de sons de carro, fotos de bocas, fotos de sapatos, fotos de morangos... :)

Como interpretamos?
Na verdade, em todas as suas obras percebi um certo tom de humor... tanto na forma, quando nos títulos que levam sempre ao óbvio, parece que ele está ironizando a arte contemporânea. Onde aquilo que vemos nunca é aquilo que vemos. Entende? 

O que é?
Feldmann evita explicitamente transformar a arte em comentário e em divagações. Aquilo que vemos, é aquilo mesmo, pelo menos é aquilo que o artista quer mostrar.
Tudo é permitido e a quantidade apenas é mais quantidade. A incorporação do banal à arte por Feldmann é totalmente isenta de bravata ou grandiloquência argumentativas, fator bastante comum na arte contemporânea. O artista quer com isso? Afirmar a ideia que a realidade se constrói subjetivamente. Feldmann edita séries de objetos encontrados ou culturalmente estabelecidos – preparando-os para que o espectador, ao contemplá-los, lhes atribua possíveis significados. Para isso exalta figuras, situações e contextos do cotidiano, justapondo séries de fotografia, seu interesse está na oposição entre objeto e os significados que o homem lhe confere. 



 Absalon (2º andar)
Absalon. Cellule Prototype nº 3, 1992
O que vemos?
Uma casinha de boneca dos sonhos de toda a criança, tem caminha, cozinha, salinha, banheiro com chuveiro e tudo.

Como interpretamos?
Segundo o monitor, as medidas dos cômodos que compõem a casa foram todas baseadas nas medidas do artista. Gente é muito loco, porque né? Ele devia ser bem pequeno, mas enfim... eu associei essa obra como uma forma de refletir sobre o rumo das habitações na cidade, cada vez menor e essas coisas todas.

O que é?
O artista em questão, que é ex-soldado israelense, projetou esses cubículos que mesclam referências de fortalezas ou prisões com a brancura antiornamental da arquitetura moderna. Ao entrarmos nas peças, somos tomados por um misto de segurança e claustrofobia. Ele parte da relação entre homem e o espaço geométrico na forma de habitações escultóricas que criou baseadas nas medidas do seu próprio corpo, às quais deu o nome de células. 



 Hreinn Fridfinnsson (2º andar)
Hreinn Fridfinnsson. Jar, 2004

Hreinn Fridfinnsson. Attending, 1973

O que vemos?
Jarros e espelhos.

Como interpretamos?
Percebi que em ambas as obras a superfície está sempre presente tanto como o assunto, quanto em forma e conteúdo e que o artista brinca muito com esses truques de percepção, com o real e não real, e com isso pode se fazer várias associações.

O que é? 
Essas duas obras em questão, funcionam como jogo de reflexão, ilusão e perspectiva e a combinação destes elementos cria significados que evocam a complexidade e ambiguidade da noção de espaço.
O que é real? O que é imaginário? 
No caso dos Jarros, ele fala sobre a implantação de tendência do olho em "corrigir" uma imagem tal e interpretar uma continuidade, onde na realidade há uma fratura. 
Neste caso, o artista apresenta ao espectador um enigma visual: o que se vê, com o que se sabe. Esse esforço do cérebro de flexão para resolver este conflito desperta a consciência sobre a conexão entre a mente e os olhos e o complexo processo de interpretação.  




 Sigurdur Gudmundsson (3º andar)
Sigurdur  Gudmundsson. Situations: Triangle, 1980

O que vemos? 
Uma série de fotos onde o artista está imerso nos objetos, castelinho de livros, sanduíche de pedras...

Como interpretamos?
Eu já tinha lido a respeito então minha cabeça já estava condicionada a refletir determinada coisa, mas agora vendo exclusivamente essa imagem, eu fiz uma associação com o homem e o conhecimento. Na imagem a maneira como ele se encontra (envolto por inúmeros livros) me faz parecer que os livros parecem servir de suporte para o artista, fazendo com que ele permaneça em pé. Assim parece que o artista quer estabelecer uma conexão e união entre conhecimento, cultura e o homem.

O que é?
A obra brinca com a interação entre o corpo do próprio artista e o ambiente ao seu redor, construindo uma poética que retrata a existência humana de forma humorística e pungente como parte da natureza. Sua obra está baseada em desvios de significados e inusitadas aproximações entre o homem e o ambiente elaborando uma visão poética e filosófica da existência. Estabelecendo relações de equilibrio e justaposição entre seu corpo e os mais variados objetos e contexto, o artista parece emoldurar, de maneira ao mesmo tempo drámatica e bem-humorada, o embate e o equilibrio entre natureza e cultura.



 Bas Jan Ader (3º andar)
Bas Jan Ader. FallI, 1970 (veja o video)

O que vemos?
Vários videos de ele caindo dos lugares, se espatifando do telhado, na água, no chão.... tipo cassetadas do faustão :)

Como interpretamos?
Eu também já tinha lido sobre esse artista, e eu acho que de todos foi o que eu mais tentei buscar informações, acho que o fato dele ter desaparecido e morrido durante sua performance na qual ele queria cruzar o atlântico sozinho num pequeno barco despertou essa motivação.
Bem, o que me vem a mente a partir dessas obras da série "Quedas" são duas coisas: primeiro é a fragilidade do corpo que parece a mais obvia para mim, mas segundo me vem uma questão de liberdade do corpo e da alma, essa queda, não precisa refletir só a questão do corpo caindo, mas pode abarcar outras ideologias, a queda em si é sempre algo que por natureza não podemos controlar, mas nesse caso o artista sabe que vai cair, então ele utiliza essa sua liberdade para provocar sua própria queda. Ele simplesmente cai, em uma amostra plena liberdade, ausência de condições ou limites e, portanto, expressa a liberdade, ou seja, a capacidade de agir ou não como resultado de sua escolha. Louco né?

O que é?
O site da bienal coloca que em tom ora dramático ora cômico e desprovidas de contexto narrativo, as performances de Bas Jan Ader evidenciam a noção de vulnerabilidade. Simples, misteriosas e implacáveis, as experiências às quais o artista se entrega parecem indagar o sentido da vida e da existência humanas.



 Alair gomes (3º andar)

O que vemos? 
Mais um especial com os melhores da G magazine.

Como interpretamos?
É complicado interpretar isso, a impressão que eu tenho é que quando se trabalha com algum teor erótico na arte, esse tem que ser muito dosado, para não cair no banal, pois toda a intenção da obra e as possíveis reflexões que ele poderia suscitar acabam sendo meio que afetadas pelo sentimento de pudor que as pessoas ainda tem ao se deparar com algo assim. E se a ideia é justamente questionar isso, beleza!

O que é?
Alair Gomes foi um fotógrafo que se destacou no status de mestre num quesito: mostra a beleza masculina com olhos nunca antes visto na fotografia no Brasil. Na verdade ele era um voyeur, ele ficava na janela de seu apartamento e espiava os homens e os fotografava sem aviso prévio. Depois descia e convidava-os para seu apartamento. Na Bienal, curadores da mostra precisaram cuidar para que a seleção de imagens em que os retratados aparecem nus não mostrasse o rosto dos modelos, já que o artista nunca pediu autorização para expor essas fotografias. ALERTA MOMENTO "CARAS": Engraçado, quer dizer não é engraçado, mas ele morreu estrangulado em seu apartamento. Muitos dizem que pelo próprio amante. D:


É com pesar terminamos aqui este post! É claro que deixamos de falar de PPPP, Allan Kaprow, do Bispo... optamos por não ir no óbvio, mas eles também tem o nosso amor <3


Especial Viagem Bienal SP: Considerações sobre a 30º Bienal




Dando continuidade ao nosso Especial Viagem Bienal SP: 





Finalmente, após se passar quase um mês da viagem, mostraremos neste post nossas breves considerações sobre a 30º Bienal de São Paulo.


A visita ocorreu durante a manhã e parte da tarde de sábado (13/10). Tivemos de inicio uma visita mediada onde percorremos por 6 artistas e depois por conta própria conseguimos percorrer mais 51 totalizando 57 dos 111 artistas expostos na bienal. :)


O que podemos dizer desta edição da bienal???


- Uma bienal sem grandes polêmicas

A contar pelas duas ultimas que visitamos à 28ª sendo a bienal do Vazio, do confronto, da pixação,  de artista pelado, do tobogã - risos - para a 29ª a bienal dos urubus, da censura, da pixação², da política. Esta bienal não contou, ou pelo menos ainda, com nenhuma grande polêmica. Conforme o próprio curador Luis Pérez-Oramas:
 "Quisemos fazer uma Bienal clara, não transparente, inteligente, não bombástica. Sem confronto pelo confronto”



- Uma visita (Des)Orientada


 ALERTA COMENTÁRIO PESSOAL!!!!! Pois bem, iniciamos uma visita orientada percorrendo o pavilhão por 1 hora, mas falo particularmente, e pode ser cruel quando afirmo que a monitora conseguiu tornar nossa/minha visita bem confusa. MEU DEUS!!! São muitas obras, costurar e amarrar as ideias se tornaram impossíveis, ela começava a falar e meu olhar já estava lá em outra coisa. Culpa minha, confesso. Mas as obras que ela escolheu e a maneira como conduziu.... para mim, pelo menos, não funcionou! Diferentemente do que acontece na Bienal do Mercosul... mas isso é assunto pra um outro post, né Mauricio? A visita se tornou menos confusa, quando acompanhada através deste mapa (foto acima) entregue gratuitamente na entrada do pavilhão.



- Uma bienal de fotografias e arte sonora

Parece que a quantidade de vídeos dessa edição diminuiu consideravelmente a compararmos com as outras edições... o que percebemos é o aumento de  fotografias, e um número considerável de arte sonora, algo não tão presentes nas duas anteriores. Devido ao tempo, obras mega fotográficas como essa do August Sander (600 imagens), a gente passava o olho em uma e deu, ai não dava tempo de compreender a obra, sabe?



- O auxilio do Áudio Guia


A intenção é boa: a Bienal também oferece um audioguia aos visitantes, que deve ser previamente baixado. Com narração do curador Luis Pérez-Oramas, os áudios apresentam ao ouvinte algumas sugestões de caminhadas pela mostra. E também são identificados com qr codes em certos pontos do pavilhão.



- Uma Bienal conectada


Não sei dos outros anos, até porque essa realidade de smartphones e tablets não era tão presente quando agora, mas o acesso wi-fi era gratuito no pavilhão da bienal, facilitando o acesso e transmissão em tempo real de informação. O resultado disso é esta bela foto que ilustra este tópico. :)




E você já foi? O que achou?
Logo mais estaremos disponibilizando nosso TOP 10 da bienal. :)


Especial Viagem Bienal SP: LYGIA CLARK




Para inaugurar o Especial Viagem Bienal SP, falaremos brevemente da experiencia única que foi visitar a mostra Lygia Clark: Uma retrospectiva, que nós do Laborativo amamos de paixão.

Paixão que se iniciou logo na primeira fase do curso, onde tínhamos que fazer uma história em quadrinho sobre um artista e salva-la em DISQUETE.

Conhecer a obra de Lygia Clark é poder observar,  numa única artista, essa transição do que foi o período moderno ao contemporâneo.

Nessa retrospectiva é possível visualizarmos o período concreto ao neoconcreto de Lygia, fase em que ela rompe com o espaço bidimensional do quadro. Como também sua fase posterior, a qual abandona rótulos e escolas - características da arte contemporânea - passando a dedicar-se ao desenvolvimento de experiências sensoriais,  para então construir uma arte que se concretiza na participação do publico, estendendo assim, os limites de compreensão de uma obra de arte.



A exposição acontece no Itau Cultural, local onde nunca havíamos botados os pesinhos, e o que percebemos é que as salas expositivas não correspondem necessariamente a uma ordem cronológica.

No térreo temos dois projetos Cinto Diálogo e Campo de Minas (obras produzidas a partir de anotações da artista que não nos recordamos o ano, pois não batemos fotos da plaquinha :~~), no primeiro, vestimos um cinto magnético que quando próximos ficam presos. Já no segundo, vestimos calçados e andamos sobre um campo magnetizado onde em determinadas áreas ficamos preso através dos imãs.

Cinto Diálogo
Campo de Minas

Indo para o primeiro andar, logo de cara, nos deparamos com A casa é O corpo (1968), uma instalação projetada por Lygia já no seu período arte e vida. Nesta obra o espectador é sujeito a passar pelo seu interior, e experimentar a sensação de reprodução, fecundação, nascimento.

No mesmo salão estão expostas suas obras que ilustram sua passagem do período concreto ao neoconcreto, que evidenciam essa necessidade das figuras geométricas extrapolarem os limites da moldura, rompendo a bidimensionalidade e as estruturas do quadro,  tomando assim a tridimensionalidade. Atravessamos essa passagem diante de obras como Composição (1953-53)Superfícies Moduladas (1955-57), Casulos (1959) até finalmente a concepção de Bichos (1960), onde finalmente a tridimensionalidade ganha espaço.

Bichos (1960)

Bichos (1960) é a primeira obra de Lygia onde o espectador é transformado em participador, sendo convidado a descobrir as inúmeras formas que esta estrutura oferece, manipulando suas dobraduras de metal.

PAUSA DRAMÁTICA

~~~~ Em 2008 - nossa primeira bienal - ficamos muito enfurecidos pois quando vimos, pela primeira vez, ao vivo, a obra de Lyginha na Pinacoteca, ela estava dentro de um aquário, completamente intocada, agora finalmente depois de 4 anos podemos dizer que nosso sonho se realizou ~~~


Continuando o percurso...

No primeiro andar  do subsolo temos os primeiros trabalhos de Lygia no grupo Frente, um marco no movimento Construtivista Brasileiro, até a obras de sua fase de arte participativa como a Rede de elásticos (1973). O foco nesse andar é o diálogo da artista com a arquitetura, por meio de esculturas como Trepantes (1963), ou das estruturas de Caixas de fósforos (1964).

Rede de elásticos (1973)

No mesmo andar temos dois videos/documentários da própria Lygia, que não deu tempo de ver :(

Descendo para o segundo piso do subsolo, o espectador é imerso na fase dos objetos sensoriais de Lygia, de 1964 à 1975, fase onde a artista começou a explorar o corpo humano, criando objetos para serem colocados em contato com o corpo do espectador.

Mascaras Sensoriais (1967-68)

Óculos (1968)

Neste andar somos convidados a participar, interagir com as replicas desses objetos e as proposições criadas pela Lygia, como O Eu e Tu (1967), Camisa de força (1968),  Túnel (1873) dentre outros que nos proporcionam uma experimentação ao próprio corpo . 


Neste mesmo andar, ainda temos duas "obras inéditas” não finalizadas pela artista que foram produzidas a partir de anotações deixadas por ela, são elas:   Filme Sensorial (1967) que retrata vários sons do dia-a-dia. E  O Homem no Centro dos Acontecimentos (1968) uma instalação formada a partir de projeções simultâneas nos quatro lados de uma pequena sala de imagens, captadas por quatro câmeras instaladas no capacete de uma pessoa andando nas ruas.



E é isso!

Para finalizar podemos dizer que a produção de Lygia Clark é tão importante dentre outras coisas, pois retira esse sentimento de sagrado e intocável que era muito comum em sua época mas que habita ainda hoje as obras de arte.
Em sua ultima fase, vemos que ela desvincula o lugar do espectador dentro da instituição de arte, estabelecendo vinculos entre arte e vida. Dessa maneira sua trajetória faz dela uma artista atemporal, sem um lugar definido na história da arte

Motivos e dicas para se visitar a Bienal de São Paulo



Em um país onde menos de 10% da população já visitou um museu, a Bienal, com sua escala monumental é um importante mecanismo de acesso à arte e cultura, instrumento que possibilita a cada dois anos, à centenas de milhares de visitantes o contato com a produção artística contemporânea.



PORQUE É IMPORTANTE PARA O BRASIL?

Sendo a primeira exposição de grande porte realizada fora dos centros culturais europeus e norte-americanos, a Bienal é importante na medida em que mantêm o Brasil no circuito mundial das artes, nos validando como país culturalmente ativo.

O evento é constantemente responsável por projetar a obra de artistas internacionais desconhecidos e por refletir as tendências mais marcantes no cenário artístico global, sendo considerada um dos três principais eventos do circuito artístico internacional, junto da Bienal de Veneza e da Documenta de Kassel. 


PORQUE VISITAR?

1- Você está pagando este evento são 21 milhões de reais investidos ali. A bienal é para todos!

2- Se você não é acadêmico/pesquisador/graduado em artes pode ser um passeio divertido, interativo, curioso, é de graça, e você pode sair de lá com ideias novas sobre o mundo e sobre a arte.

3- Se você é acadêmico/pesquisador/graduado em artes a visita devia ser obrigatória, não apenas para receber aquelas horas extra curriculares, mas por ser uma oportunidade unica que temos de conhecer e nos aproximar do que é produzido atualmente no cenário das artes, atualizando nosso repertório.


DICAS A QUEM FOR:

1- Abra-se para este encontro. Esse encontro é capaz de gerar sentimentos díspares, que vão do absoluto prazer à completa indignação, levando os visitantes a refletir sobre a arte e seu papel na sociedade.  Vá sem pré conceitos sobre a arte ou que você a considera, e prepare-se para possíveis desconfortos diante de algumas obras. 

2- Tente conhecer/ler sobre o evento/artistas antes. Essa dica vai pra todo mundo, porque com a internet ai, a informação tá de fácil acesso e não tem desculpinha. A cada bienal que passa, novos instrumentos de aproximação surgem, este ano existem audioguias que podem ser acessados aqui. Se possível  estabeleça os artistas que lhe são mais interessantes com antecedência.

3- Tá liberado pirar na batatinha. Em outras palavras a arte é doideira  Para compreender as obras, muitas vezes se faz necessário, devaneios conceituais, ou seja, viajar na maionese! Por tanto faça reflexões e associações que você achar conveniente, e que possam lhe ajudar ao entendimento da obra. 

4- Leia o titulo e artista da obra. Parece um conselho escroto, sim, nós sabemos. Mas é muito comum em meio a tanta emoção e ao tempo curto, sair passando o olho pelas obras, ficar batendo foto e esquecer do principal “ler o titulo e artista”, muitas vezes ele nos dá dicas a respeito do que estamos vendo, e mesmo se não entender, ainda temos a oportunidade de recorrer a internets depois. Além do que, é essencial para a nossa formação de repertório.

 5- Olhe com olhar crítico.  Já que você esta lá, reflita sobre o que esteja vendo.... Parece ser meio besta, mas cada detalhe da obra não deve passar despercebido, tudo na obra pode ser uma peça desse quebra-cabeça. Cada detalhe pode gerar uma proposta de reflexão que nem o próprio artista vislumbrou.

6- O porque, deve ser substituído pelo como! Não fique se martirizando em entender porque o artista fez aquilo. Tente descobrir como o artista o fez! Que material, como utilizou, como aconteceu, e o que isso pode significar poeticamente, cientificamente, filosoficamente ou mesmo obviamente.

 7- Permaneça em contato com a obra... É comum conforme o item 4, passarmos por tudo rapidamente. No final do encontro, não aguentamos mais ver nada, e o saldo foi 0, não absorvemos nada! Neste caso, de que adiantou ver todas as obras? Portanto PERMANEÇA, dê o tempo que a obra merece. Dialogue com a obra, interaja... por isso o conselho 2 se faz importante.

 8- Calma, a arte não precisa ser necessariamente discursiva! Ou seja, se você não conseguir entender patavinas de nada do que o artista quis propor com a sua obra, a culpa pode não ser sua. Muitas vezes o artista não quer dizer nada, quer fazer você dizer....as obras são experimentações, provocações, pesquisas, proposições e pedem para você criar o discurso.

LEMBRE-SE: Grupos geralmente recebem mediação das obras por uma equipe capacitada para isso, isso pode facilitar muitas vezes esse contato com a obra, ou não...

Para refletir: Pixação é arte?





Fonte: Projeto Depredação Poética


A pixação nasce de um ato de transgressão, subversão, rebeldia. Vista como visualmente agressiva, muitas vezes é associada ao vandalismo e a degradação da paisagem. 
Tudo isso nos leva a  concluir que a mesma é desprovida de valor artistico. Mas será?
A própria Bienal de São Paulo, na sua 29º edição em 2010, após sofrer ataques de pixadores em 2008, abriu espaço, agora de forma consentida, para a pixação, dividindo opiniões e alimentando cada vez mais as discussões em torno dos limites da arte.

O texto que trago é antigo, foi publicado na SuperInteressante, edição de maio de 2005, mas nos ajuda a refletir a respeito da pixação como arte.

Boa leitura.

Pichação é arte

por João Wainer*


  Trabalho como repórter-fotográfico em São Paulo e passo o dia todo rodando pelas ruas dessa gigantesca cidade. O banco da frente do carro de reportagem é meu escritório. O barulho das buzinas dos motoboys, o cheiro de fumaça e os congestionamentos fazem parte da minha rotina.
Faz tempo que comecei a prestar atenção às pichações que dominam os muros da cidade. Conheci alguns pichadores e descobri que existe uma guerra silenciosa na noite paulistana. Milhares de jovens disputam os lugares mais altos para marcar seu nome ou o de seu grupo. Eles escrevem num alfabeto próprio, desenvolvido com linguagem e códigos específicos. Ganha a disputa quem pichar mais alto, no lugar com maior visibilidade.
  A cada nova história que escutava eu me interessava mais pelo assunto. Passei a reparar nas letras, a tentar decifrar cada palavra e mensagem como se fosse um quebra-cabeça. Aos poucos, aquilo que parecia caótico começou a fazer sentido para mim. Percebi que aquilo não era tão feio como alardeavam. Na verdade, a suposta feiúra da pichação até combinava com a paisagem acinzentada de São Paulo. O estilo das letras, a forma, o jeito com que elas são escritas são lindos. Adoro ver no alto dos prédios aquelas pichações enormes, com letras enfumaçadas. Tento imaginar quem fez, como fez e o que passou pela cabeça dele enquanto fazia.
  Pouca gente sabe, mas o estilo de letras criado pelos pichadores de São Paulo é cultuado na Europa. Existem livros na Alemanha que tratam exclusivamente da bela grafia das pichações paulistanas, com fotos e textos analíticos sobre o assunto. Creio que ao lado dos motoboys, os pichadores são o que há de mais representativo e genuinamente paulistano.
  Além de bonito, o ato de pichar é um efeito colateral do sistema. É a devolução, com ódio, de tudo de ruim que foi imposto ao jovem da periferia. Muitos garotos tratados como marginais nas delegacias, mesmo quando são vítimas, ridicularizados em escolas públicas ruins e obrigados a viajar num sistema de transporte de péssima qualidade devolvem essa raiva na forma de assaltos, seqüestros e crimes. O pichador faz isso de uma maneira pacífica. É o jeito que ele encontrou de mostrar ao mundo que existe. Os jovens da periferia das grandes cidades precisam aprender a canalizar esse ódio para atividades não violentas, como o rap, o grafite e até mesmo as pichações – que também podem ser consideradas um esporte de ação, tamanha a descarga de adrenalina que libera em seus praticantes. Ser pichador requer ótimo preparo físico para escalar muros e prédios, andar por parapeitos com latas de spray e correndo o risco de ser pego pela polícia ou por algum morador furioso.
  Não é só por isso que considero artísticas as pichações de São Paulo. A definição do que é arte tem algo de relativo e abstrato. O que é arte para uns, pode não ser para outros. Tudo depende das informações que cada um tem, onde e como vive, como cresceu e que tipo de formação educacional teve. É verdade que a ação dos pichadores desagrada e é condenada pela maioria das pessoas que vivem em São Paulo. Mas grandes artistas do último século usaram a arte para reverter conceitos estabelecidos e provocar mudanças de comportamento. Para isso, precisaram incomodar o establishment. Toda arte que se preze tem de incomodar, causar no espectador algum tipo de reação à qual ele não está acostumado. A pichação é um bom exemplo de como cumprir bem este papel.
  Não defendo que cada leitor compre uma lata de spray e saia pichando seu nome por aí. Apenas tento entender, livre de preconceitos, um fenômeno que é visível nos pontos mais movimentados da cidade e que faz parte da vida de todos que andam por São Paulo. A pichação é o pano de fundo da cidade, um detalhe do cenário que combina com a cor do asfalto, o cinza dos prédios, o cheiro da fumaça que sai do escapamento dos ônibus, o barulho do motor, da buzina dos motoboys, da correria...

* Tem 28 anos e é repórter-fotográfico do jornal Folha de S. Paulo desde 1996

Em Nome da Arte Contemporânea



           A  Arte Contemporânea é um assunto muito importante para ser discutido na escola, pois propicia situações diversas de ensino. Ela provoca o Olhar e desperta a capacidade de gerar discussões e confronto de idéias que contribuem para cultura, a estética e o senso critico, e é uma realidade mais próxima no tempo e no espaço para a maioria dos alunos brasileiros, mais do que outros períodos históricos da arte, porque é o tempo em que vive, e não deve ser desperdiçada.
           Muitas vezes os Professores de arte vêm de uma graduação que não lhe deu tanta base e material sobre a Arte contemporânea por diversos motivos, por isso uma sugestão do Laborativo, para os professores de arte, são os materiais educativos das Fundações Bienais e galerias de arte. 

Desde o ano passado temos uma exposição de artistas americanos super relevantes na arte contemporânea  (Como Damien Hirst, Matthew Barney, Jeff Koons,Cindy Sherman entre outros) no pavilhão da bienal de São Paulo no Ibirapuera, e este material está disponível online, é um material educativo já focado para atividades em sala de aula.

Disponível AQUI

Temos diversos materiais nesse site separados em:

Conectores : 40 conectores com frases e cores diferentes. Eles podem ser utilizados para fazer ligações entre conceitos e fichas do mapa. São 30 frases conectoras que podem aparecer repetidas, criando sentidos para as relações construídas entre as peças. Possuem, no verso, apenas cores para que sejam criadas outras possíveis ligações.

Livreto: é composto por textos de apresentação sobre a mostra, os principais conceitos da exposição, as linhas de trabalho do setor educativo e glossário-onde você encontra todas as palavras que aparecem em negrito nas fichas.

TAGS:  40 palavras, conceitos e conteúdos que se relacionam à plataforma poética da exposição e que também podem ser usadas para criar conexões e ampliar a discussão sobre a arte contemporânea e a atualidade.

FICHAS DOS ARTISTAS : As 40 dos artistas apresentam textos e imagens sobre 16 artistas participantes da exposição, enfocando suas trajetórias e questões poéticas sobre suas obras. Foram elaboradas pistas para ações educativas que complementam o material e funcionam como sugestões para que possa criar propostas para seu grupo de trabalho. Cada ficha traz a imagem de uma obra e oferece diferentes possibilidades de aproximações. Pode-se criar questionamentos, desde primeiras impressões até observações mais atentas e reflexivas. As fichas também podem ser utilizadas para leitura compartilhada.

E por fim super importante para debates sobre arte contemporânea

PERGUNTAS/EIXOS : As cinco fichas de perguntas são compostas por textos sobre os eixos conceituais, cinco pontuações localizadoras criadas pelo Educativo em sintonia com a curadoria geral da mostra que sugerem modos de olhar para as obras e conceitos: O que faz a arte ser arte? Como você vê o que você vê? Que caminhos os espaços inventam? Como está o corpo? Há certezas que podem ser derrubadas?


Também não menos importante a Bienal do Mercosul tem um material riquíssimo em sua ultima edição, com o tema Ensaios de Geopoéticas , discute questões de território e política , assuntos relevantes em várias áreas tanto da vida quanto da educação, e eles disponibilizam cadernos divididos em Matérias , com o recorte focado para cada disciplina

Disponível : Aqui

Ou Baixe os cadernos Separados abaixo:


 Os materiais são super claros e elucidativos, diretos e adequados para faixa-etarias, podendo ser adaptado livremente pelo educador. 
Esperamos poder ter ajudado com algumas dicas para professores, ou até educadores em espaço não-formal, dando um norte de um bom começo para trabalhar arte contemporânea. 
Algum material já temos , agora só por em pratica e ver o resultado.


  
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