Uma das mais antigas e importantes exposições internacionais, a Bienal de Veneza chega na sua 55º edição. O evento começou no sábado (01/06) e vai até dia 24 de novembro.
A mostra conta com uma mostra principal e a ela somam-se as exposições nacionais de 88 países - sendo dez estreantes, entre eles o Vaticano.
Elas estão instaladas em pavilhões próprios ou em sedes emprestadas, espalhados pela cidade na Itália, que vão do pátio interno de um quartel da Marinha italiana à igrejas, palácios de época e praças públicas.
TEMA DA BIENAL
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Maquete do Palácio Enciclópédico por Marino Auriti, no pavilhão Arsenal na 55º Bienal de Veneza Fonte: UOL |
A maquete original está na entrada do Arsenal, uma das duas principais áreas da grande mostra.
A Bienal retoma o tema e lança o desafio de recolher a memória passada e "futura" das belas-artes.
O curador Massimiliano Gioni propôs, através desse exercício de arqueologia artística, investigar o mundo criativo de quem filma, esculpe, pinta, desenha e representa o imaginário coletivo e a imaginação pessoal.
"Todos são criadores de imagens, e não tem diferença entre um artista formado e um autodidata", diz Gioni.
SOBRE A MOSTRA PRINCIPAL
Na Mostra Principal da Bienal, que traz 150 artistas, o nome de dois brasileiros chama a atenção: o carioca Bispo do Rosário (1989), reconhecido pelos mantos que bordou dentro de um manicômio, e a mineira Tamar Guimarães, que traz um filmes obre Chico Xavier e cidades espirituais.
O também mineiro Paulo Nazareth, nome em ascensão, reconhecido pela performance onde caminhou de Minas Gerais até Miami, terá dois trabalhos expostos no espaço do Arsenale.
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Imagem da performance "Noticias da América" de Paulo Narazeth que caminhou até Miami. Fonte: Folha Ilustrada |
PAVILHÃO DO BRASIL
Apesar da confusão inicial... (ver link)
Dentro/Fora é o título da exposição que marcará a representação oficial brasileira na 55.ª Bienal de Veneza, preparada pelo venezuelano Luis Pérez-Oramas, responsável pela curadoria da 30.ª Bienal de São Paulo.
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Pavilhão Brasileiro na Bienal de Veneza |
O pavilhão oficial do Brasil é ancorado no trabalho de Hélio Fervenza e de Odires Mlászho, que foram convidados a produzir obras inéditas para a exposição.
Seus trabalhos dialogam com três esculturas históricas: Côncavo/Convexo (1946) do Bruno Munari, Trepante/Obra Mole (1965) de Lygia Clark e a célebre Unidade Tripartida (1948) do Max Bill.
Comissário: Luis Terepins, Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Curador: Luis Pérez-Oramas
Cocurador: André Severo Artistas
Participantes: Hélio Fervenza, Odires Mlászho, Lygia Clark, Max Bill e Bruno Munari
Título da Exposição: Dentro/Fora (Fervenza/Mlászho/Clark/Bill/Munari)
Local: Pavilhão do Brasil
Endereço: Giardini Castello, Padiglione Brasile, 30122 Veneza, Itália
Data: de 1 de junho a 24 de novembro de 2013
Assista o video:
Mais informações nos links:
BBC
Fundação Bienal